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Período colonial dos Estados Unidos.

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Período colonial dos Estados Unidos. Empty Período colonial dos Estados Unidos.

Mensagem por - Seg 20 Jun 2016 - 16:34

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Período pré-colonial dos EUA


Por milhares de anos, centenas de tribos nativo americanas (bem como os nativos polinésios do Havaí e outros territórios insulares na Polinésia dos atuais Estados Unidos) habitaram a região que atualmente compõe os Estados Unidos da América. Estas tribos nativas americanas pertenciam a uma grande variedade de grupos culturais, cujas tribos eram aliadas ou neutras entre si, e possuíam culturas e idiomas semelhantes. Alguns destes grupos incluem os iroqueses, os algonquinos, os sioux, os esquimós e os uto-astecas. Vários destes grupos nativos americanos formaram civilizações avançadas, como os uto-astecas no centro-sul e os iroqueses no nordeste dos atuais Estados Unidos. As estimativas da população nativa americana nos Estados Unidos nos anos que procederam à chegada dos primeiros exploradores europeus variam entre um a mais de quinze milhões. Acredita-se que os primeiros nativos indígenas do Havaí desembarcaram no arquipélago há milhares de anos, em barcos rústicos. Todos os nativos americanos do continente americano, por sua vez, teriam vindo da Ásia através de uma ponte glacial no Estreito de Bering, entre a Rússia e o atual Alasca.


Diversas nações europeias começaram a explorar diferentes regiões dos Estados Unidos ao longo do século XVI. Se pensava que o primeiro explorador europeu a desembarcar em terras americanas fora o italiano Giovanni Caboto, explorando a serviço da Inglaterra, na atual Nova Iorque. No entanto, hoje sabe-se que os primeiros europeus a pisarem em terras estadunidenses foram os exploradores vikings. Em 1513, o espanhol Ponce de León desembarcou na atual Flórida. Em 1565, os espanhóis fundaram o primeiro assentamento permanente no atual Estados Unidos, St. Augustine. Um século mais tarde, os Franceses começaram a explorar a bacia do Mississípi, dando a toda a região o nome de Louisiana, em honra do rei Luís XIV.


Europa



Durante o século XV e o século XVI, a Europa havia emergido da Idade Média e entrado no Renascimento. Os crescentes desenvolvimentos da Europa nas áreas de cultura, ciência e economia encorajaram a exploração e a colonização de novas regiões. Um crescimento pelo interesse do aprendizado clássico criou um grande interesse em geografia e uma curiosidade intelectual sobre o mundo, que havia quase desaparecido durante a Idade Média. Ao mesmo tempo, o crescimento intelectual do Renascimento levou ao desenvolvimento das tecnologias marítimas necessárias para a realização de longas viagens no alto mar. Além disso, a falta de metais preciosos (ouro e prata) na Europa, incentivou os europeus a buscarem novas terras.


À medida que Novos Monarcas iniciaram a criar nações e reinos, eles adquiriram o degrau de riqueza e poder necessários para iniciar tentativas sistemáticas de exploração. Além disso, à medida que a economia da Europa começou a reviver, tornou-se claro que a primeira nação que encontrasse uma rota direta de comércio com as Índias Orientais prosperaria economicamente. Então, os europeus não tinham conhecimento da existência do continente americano. Cristóvão Colombo acreditava que ele poderia encontrar uma rota para as Índias navegando em direção ao oeste. Financiado pela coroa espanhola, Colombo deixou a Espanha em 3 de agosto de 1492, iniciando sua famosa viagem. Colombo, ao tornar-se o primeiro europeu conhecido a pisar no continente americano, assumira que ele havia pisado em uma área desconhecida das Índias.


Porém, futuros navegadores europeus que exploraram a região rapidamente descobriram que a região descoberta por Colombo era um novo continente. À esta área os europeus deram o nome de Novo Mundo, creditando Colombo com sua descoberta. O continente americano foi nomeado eventualmente em homenagem a Américo Vespúcio, um explorador italiano. Colombo morreu em 1506, ainda acreditando que havia chegado às Índias, enquanto a Espanha e o Portugal iniciaram os esforços de colonização e conquista do continente americano. A descoberta das Américas causou grande furor na Europa. O Novo Mundo oferecia novas oportunidades de poder, riqueza e aventuras. Rapidamente, diversos países europeus iniciaram a explorar e a colonizar o continente americano.


As primeiras nações européias a iniciarem esforços de exploração e colonização das Américas foram a Espanha e o Portugal. Segundo o Tratado de Tordesilhas, assinado entre os espanhóis e os portugueses, todas as terras a oeste da Linha de Tordesilhas pertenceriam à Espanha, e todas as terras a leste pertenceriam aos portugueses. Durante as primeiras décadas do século XVI, os espanhóis derrotaram os astecas, os maias e os incas. Os espanhóis colonizaram uma enorme área que estende-se desde o sul da América do Sul até o que é atualmente o sul dos Estados Unidos. O primeiro assentamento europeu fundado em território americano foi fundado em 1526, na atual Carolina do Sul. Porém, este assentamento foi abandonado no ano seguinte. Os espanhóis também fundaram o primeiro assentamento permanente, ainda em existência em tempos atuais, em atual território americano. Este assentamento, St. Augustine, foi fundado em 1565, no atual Estado de Flórida.


Durante a segunda metade do século XVI e do século XVII, uma nova geração de potências coloniais surgiram. Estas potências eram a Inglaterra, a França e os Países Baixos. As terras que constituem atualmente o leste dos Estados Unidos tornaram-se regiões atrativas para a instalação de novas colônias, por parte destas novas potências coloniais. Embora estas terras na América do Norte estivessem relativamente próximos à Europa, a Espanha e o Portugal tinham pouco interesse nestas terras.


Ingleses e franceses já haviam iniciado a exploração do leste da América do Norte no início do século XVI. Ao longo deste século, ambos somente exploraram e instalaram postos comerciais nessa costa, mas não fundaram assentamentos permanentes. A partir do início do século XVII, tanto os ingleses quanto os franceses iniciaram a fundação de assentamentos permanentes na América do Norte. A região colonizada pelos franceses tornou-se conhecida como Nova França, que incluía os atuais Estados americanos de Maine e Vermont.


As primeiras tentativas inglesas bem-sucedidas de colonização da América do Norte ocorreram no início do século XVII, por várias razões. Durante esta era, o nacionalismo inglês cresceu, e da ameaça de uma possível invasão do Reino Unido por parte da Espanha, bem como por causa do militarismo protestante e da adoração da monarca Rainha Elizabeth. À época, porém, a Inglaterra não tinha interesse em criar um império colonial. Ao invés disso, outras causas provocaram a colonização da América do Norte por parte dos ingleses. Estes motivos incluem o comércio, a crescente superpopulação da nação e a busca por liberdade religiosa.


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Primeiras colônias



Os ingleses por diversas vezes tentaram fundar assentamentos permanentes na América do Norte ao longo das últimas décadas do século XVII. Estes assentamentos foram mal-sucedidos por diversas razões, incluindo a falta de suprimentos essenciais, ataques indígenas e o inverno rigoroso da região. Um dos assentamentos mais bem-sucedidos foi a Colônia de Roanoke, estabelecida em 1586, na costa da atual Carolina do Norte por Walter Raleigh. O segundo navio de reabastecimento, cuja chegada foi adiada por três anos devido à guerra com Espanha, não encontrou nenhum traço dos colonos, descobrindo apenas a misteriosa palavra "CROATOAN" inscrito numa árvore. Mais de cem homens, mulheres e crianças haviam desaparecido.



Chesapeake



O primeiro assentamento inglês permanente na América do Norte, Jamestown, foi fundado em 1607, em uma região chamada de Virgínia, nomeado em honra à Rainha Elizabeth I, a Rainha Virgem. Este assentamento foi fundado em uma ilha no Rio James, próximo ao seu estuário com a Baía de Chesapeake. Jamestown, nomeado em homenagem ao Rei Carlos I de Inglaterra, já então, era multicultural. Apesar de a maioria dos colonos serem britânicos, outros colonos tinham ascendência francesa, alemã, irlandesa e italiana.


A fundação de Jamestown foi financiada pela Companhia Londrina de Virgínia. Esta empresa esperava seguir o caminho traçado pelos bandeirantes espanhóis, que era a busca de ouro e outros metais preciosos. Tendo isto em mente, a companhia enviou joalheiros e aristocratas, mas nenhum fazendeiro. Os colonos se comportaram como a companhia esperava. Esperando obter todo seu alimento através do comércio com a tribo indígena Powhatan, os colonos gastaram muito de seu tempo buscando por ouro. Isto significou que o assentamento era instável socialmente, uma vez que cada um dos colonos sentiam pouco contato social com sua comunidade, mas ao invés disso buscavam por riquezas individuais. A falta de relacionamentos sociais na comunidade foi agravada pelo fato de que todos os colonos iniciais, e a grande maioria dos colonos que vieram posteriormente, eram homens. Sem mulheres ou crianças para proteger, os colonos tinham pouco incentivo para proteger seu assentamento ou trabalhar em conjunto para o crescimento a longo prazo da colônia.


Achados arqueológicos recentes indicam que a região onde Jamestown foi criada passara pelo período mais severo de seca em séculos na região. O comércio de alimentos com os nativos indígenas da região - especialmente milho - tornou-se cada vez mais difícil, e os colonos, sem cultivos, cognomearam o primeiro inverno da colônia de Starving Times - Tempos de Fome. Apenas um terço dos colonos sobreviveram ao primeiro inverno. De fato, alguns documentos indicam que certos colonos passaram a praticar o canibalismo para poder sobreviver. Jamestown sobreviveu ao inverno rigoroso de 1607-1608, em grande parte por causa de John Smith. Seu lema era "sem trabalho, sem comida", e sua forte atitude foi o suficiente para organizar a estrutura da colônia em ordem. Smith colocou os colonos para trabalhar, e tornou-se um amigo de Pocahontas, filha do chefe indígena Powhatan, que foi capaz de fornecer a Jamestown mais alimentos.


John Smith salvou Jamestown, mas ainda enfrentava o desafio de tornar o assentamento inglês lucroso economicamente. Ouro e outros metais preciosos não foram encontrados na região durante os próximos anos. Em 1612, John Rolfe de iniciou a cultivar tabaco em Jamestown. Este tabaco passou a ser vendido na Europa pela Companhia Londrina de Virgínia. O cultivo de tabaco mostrou-se um negócio altamente rentoso logo de início. Jamestown prosperaria, novos colonos instalariam-se no assentamento, e o tabaco continuaria a ser a principal fonte de renda de Jamestown nos dois séculos seguintes. A cultivação do tabaco exige grande quantidade de mão-de-obra. Inicialmente, estes cultivos utilizavam-se de mão-de-obra livre, européia. Porém, a partir de 1619, os agricultores de Jamestown passaram a fazer crescente uso de trabalho escravo. 1619 também destaca-se por ser o ano em que as primeiras pessoas do sexo feminino desembarcaram em um assentamento inglês nas Américas.


A Colônia de Virgínia passou a ser então fortemente influenciada pelo cultivo de tabaco e pela propriedade de escravos. Inicialmente, os proprietários de fazendas da Virgínia empregavam mão-de-obra branca, que trabalhariam como agricultores por um período de tempo. Porém, estes trabalhadores eram pobres, e poucas outras fontes de renda estavam disponíveis para tais pessoas, à parte da agricultura. Estes trabalhadores renovavam seus contratos ao máximo que podiam. Isto levou à realização do maior medo dos proprietários da Colônia de Virgínia: a criação de uma classe permanente de trabalhadores pobres, infelizes e armados. Em 1676, a Revolta de Bacon ocorreria por causa de diferenças entre a elite e a classe trabalhadora da Virgínia. A revolta foi liderada por Nathaniel Bacon, e destruiu Jamestown. A partir de então, o uso do trabalho escravo - mão-de-obra obediente - tornou-se comum ao longo da Virgínia.


A Virgínia dependia pesadamente do comércio internacional. Ao longo do século XVII, pouquíssimas estradas foram construídas. Por causa disso, e também por causa da necessidade de irrigação para o cultivo de tabaco, os agricultores da Virgínia estiveram confinados em bancos nos litorais de rios. A abundância de rios e riachos na Virgínia permitiu que as plantações distanciassem-se uma das outras. Por causa disso, trabalhadores individuais nas plantações moravam isolados, sem família, e separados de seus vizinhos mais próximos por quilômetros. Isto fez com que a estrutura social da Virgínia pouco se desenvolvesse ao longo dos anos, em contraste com a infraestrutura social avançada da Nova Inglaterra.


Outra causa da descentralização social na região de Chesapeake foi que a sociedade da Virgínia era predominantemente secular. O negócio lucrativo do tabaco atraiu muitos homens não-casados interessados em adquirir uma fonte de renda. Como consequência, a maior parte da população da Virgínia não era receptiva à religião. A colônia não atraiu muitos ministros religiosos, e mesmo que tivesse, estes religiosos enfrentariam grande dificuldade em construir suas congregações em regiões escassamente povoadas. Por isto, ao contrário dos puritanos da Nova Inglaterra, poucas igrejas foram construídas na Virgínia para servirem como centros sociais e religiosos.


A assembléia colonial que havia governado a colônia desde seu estabelecimento foi dissolvida, mas foi reinstalada em 1630. Dividia seu poder com um governador escolhido pelo governo da Inglaterra. Em um nível mais regional, o poder de governo foi investido em cortes de condados, cujos juízes eram escolhidos diretamente pelo governador da Virgínia.

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