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O preconceito em números

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Mensagem por Sŵєєт ١ em Qua 4 Abr 2018 - 22:34

O preconceito em números Preconceito1


Tentar esconder atitudes e comportamentos preconceituosos com discursos politicamente corretos 
faz parte da rotina de diversas pessoas, o que não torna a ação menos condenável. 

Com o objetivo de não mascarar, mas enfrentar os preconceitos com políticas públicas incisivas, 
a pesquisa realizada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), 
ligada ao MEC,executada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 
revela os índices de preconceito no ambiente escolar e aponta que 99,3% dos funcionários, 
professores e alunos apresentam algum tipo de preconceito.

O estudo foi desenvolvido em 501 escolas públicas de todo o país e baseou-se em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães,
 diretores, professores e funcionários. Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, 
Administração e Contabilidade da USP, os dados são de extrema importância já que servirão de base para aprofundar a reflexão 
sobre os temas relacionados ao preconceito e à discriminação, bem como auxiliar nas políticas educacionais do MEC.

De acordo com o estudo, realizado a pedido do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), 
as atitudes preconceituosas relacionadas aos portadores de deficiências especiais são as mais frequentes, citadas por 96,5% 
dos entrevistados, enquanto 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5%, de gênero, 91%, de geração, 87,5%, 
socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial. 

Diante da alta porcentagem revelada a todos os tipos de preconceitos avaliados, Mazzon esclarece:
 “Não existe ninguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação à outra.
 A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. 
O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizado e preocupante”.

Apesar das dificuldades de se dimensionar a intensidade de preconceito, a análise não deixou de lado esse quesito. 
O questionário apresentado aos participantes trouxe uma escala de comportamentos e da análise desses resultados
 se pode retirar algumas conclusões. A intensidade da atitude preconceituosa é maior em três casos. 

Chega a 38,2% quando se trata do preconceito em relação ao gênero, partindo do homem com relação à 
mulher; 37,9% tem preconceito perante os idosos e 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais.

Francisco Albuquerque, professor de Psicologia Social da UNB, destaca o caráter inovador da avaliação que é alicerçada em dados obtidos
 de estudos pautados por enfoques científicos: “Deixa-se de lado o achismo que tem prevalecido em muitas ações governamentais para
 entrar em um novo modelo de ações pautado por estudos prévios que seguramente permitirão maior eficácia das políticas traçadas”.

Outro ponto que o estudo engloba é a questão da distância que cada indivíduo deseja manter de determinados grupos sociais. 
Maria das Graças Rua, professora da Universidade de Brasília (UNB), especialista em políticas públicas e gestão governamental, 
explica que as medidas de distância social são uma maneira de cada um avaliar na prática o seu preconceito e exemplifica:
 “Alguém pode ser um defensor do tratamento igual para negros, mas, no momento em que pensa na possibilidade
 concreta de ter um negro como companheiro/a do seu filho/a pode achar que não é o que considera desejável. 

Ou seja, as medidas de distância social permitem que cada um diga o seu real limite de tolerância à diversidade”.

Segundo os dados obtidos, 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Sendo que 98,9% 
deles citaram que os deficientes mentais são do grupo o qual mais se quer distância, seguidos pelos 
homossexuais (98,9%), ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%),
 moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).

Daniel Chimenez, diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secad do MEC, revela que todos os resultados serão analisados 
detalhadamente tendo em vista a preocupação de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade. 

Nesse âmbito estaria inclusa a atenção não só aos alunos, mas à comunidade e à família a que cada um deles pertence. 

Mazzon cita que 83,8% do preconceito escolar pode ser explicado por características dos alunos, observando que a questão é intramuros, 
vem de fora para dentro da escola: “O preconceito não é apenas questão para uma política educacional, mas para uma política do estado”.

O preconceito em números Roberto_silva

“O que ainda está no âmbito das competências da família fazer é proporcionar um ambiente protegido no qual 
as relações sejam pautadas pelo respeito, atenção, amor, carinho e, principalmente, coerência entre o que se faz e o que
 se cobra da criança”, afirma Roberto Silva, professor do Departamento de Administração Escolar da Faculdade de Educação da USP. 

O especialista avalia que por mais que a família tenha cada vez menos poder institucionalizador sobre seus próprios filhos,
 isso não quer dizer que ela tenha perdido completamente a atribuição e a capacidade de forjar a estrutura
 mental necessária tanto ao desenvolvimento cognitivo quanto ao comportamento social da criança.



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